Recapitulando...
No primeiro post desta série que aborda os trilhos que não foram contemplados pela privatização do sistema ferroviário fluminense, mostrei uma prévia de como está a mesma nas mãos da CENTRAL, a autarquia estadual que sucedeu a FLUMITRENS: Abandonada e entregue a incapacidade do governo.
Hoje, vamos mostrar a quantas anda a estação que "homenageia" o pioneiro do transporte ferroviário brasileiro.
A ESTAÇÃO BARÃO DE MAUÁ
Irineu Evangelista estaria mui triste e decepcionado com a situação em que se encontra um de seus maiores investimentos...
O Ilustre Barão de Mauá investiu na construção de uma ferrovia que ligava Guia de Pacobaíba à Inhomirim. Nascia em 30 de abril de 1854 a Estrada de Ferro Mauá.
Em 1926, era feita uma bela homenagem a este nobre empresário...
Era erguido pela Estrada de Ferro Leopoldina (tendo a linha da E.F. Mauá estendida até a recém-inaugurada estação) após dezessete anos de muitas discussões e solicitações de autorização para o início de sua obra. O Governo desejava que a EFL, por meio de sua nova estação, comportasse o tráfego vindo da Linha Auxiliar da EFCB e da E.F. Rio D'Ouro.
A Leopoldina queria que a sua estação servisse somente ao trafégo da própria. E em 1934, a Leopoldina venceu a queda de braço com o governo, que não cumpriu a sua parte em não pagar a parte que lhe cabia na construção da nova estação.
Placa de inauguração da Estação Barão de Mauá pela "The Leopoldina Railway Company" com a presença do Presidente da República Artur Bernardes e do Ministro de Viação e Obras Públicas Eng. Francisco Sá (Próximo a Barão de Mauá, há uma estação com o nome dele).
Por estas plataformas e portões de embarque (Foto abaixo) circulavam pessoas que iam e vinham de localidades como Triagem, Bonsucesso, Olaria, Penha, Vigário Geral, Caxias...
...Gramacho, Saracuruna, Inhomirim e outras entre a Zona da Leopoldina e a Baixada Fluminense. Hoje, apenas são lembranças mescladas com o silêncio, o abandono...
...e o vandalismo imposto a majestosa estação: Toda a sorte de pixações e detritos de natureza orgânica entre suas paredes.
Hoje a Bilheteria contempla a solidão e as plataformas...
...tem servido para abrigar um triste capítulo na história do patrimônio ferroviário fluminense. Esse aí deve ter transportado milhares de passageiros nos ramais da CBTU Fluminense.
O Salão de embarque/desembarque outrora cheio até 2002 servindo como parada final do ramal Gramacho/Saracuruna, hoje convive com o silêncio e a lembrança de uma época de glamour: O Trem de Prata.
Seria este trem um dos que serviram a paulistas e cariocas?? Sendo ou não, é triste ver uma locomotiva a sofrer com a ferrugem e o descaso público.
Até 2002, a Barão de Mauá era a estação terminal do Ramal Gramacho/Saracuruna. Daí em diante, o trecho foi desviado para a Central do Brasil. A Supervia alegou redução dos custos operacionais.
Há projetos de revitalização da estação e uma delas envolve a reativação do serviço ferroviário denominado "Trem de Prata" que ligava Rio de Janeiro a São Paulo em trens de comboio de passageiros. O espaço poderia ser aproveitado também como museu ferroviário, preservando assim o patrimônio e a história do trem brasileiro.
Próxima parada...o Ramal de Guapimirim!
Abraços e obrigado pela sua visita!
Fonte: Estações Ferroviárias.com e TremdeDoido












